O desafio de cuidar de um alérgico

O desafio de cuidar de um alérgico

O desafio de cuidar de um alérgico

Cuidar de um alérgico não é uma tarefa fácil, mas com um pouco de informação e muito amor tudo vai se encaixando…

Quem acompanha meu blog já sabe que meu filho, o João Bernardo, é alérgico à proteína do leite, soja, ovo, carne, glúten, corante e sensibilidade a conservante, agrotóxico e alimentos trangênicos. E por conta da alergia alimentar ainda ganhou uma bronquite alérgica.

O João Bernardo nasceu de 8 meses, ficou internado na Utin por 7 dias, tomou leite artificial nos primeiros dias de vida (recebi alta e ele tomava durante a noite), o pai é intolerante à lactose e tudo isso favoreceu ao desenvolvimento de tanta alergia.

Quando ele tinha apenas 1 mês e meio, percebi que ele sentia uma cólica intensa. Falei com o pediatra e ele me disse que criança sente cólica mesmo. Que o fato de ser meu segundo filho, não tira a inexperiência de ter um recém-nascido dentro de casa, que cada criança era diferente da outra. Por mais irônico que possa ter sido, ele me convenceu. Cheguei a me culpar por achar que sabia cuidar de um bebezinho e na verdade não sabia.

As dores seguiram e os sintomas foram evoluindo. De uma simples cólica, o Bernardo passou a sofrer com gases, barriga distendida, ronquidão, diarreia, tosse, olhos lacrimejantes e inflamados, era tanto sintoma junto que comecei a desconfiar.

Questionando mais uma vez ao pediatra, ele me orientou a ficar calma e tentar não entrar na “neura” de achar que tudo era doença. ¬¬  Nessa altura já estava completamente maluca, o profissional da área diz que não é nada e eu VEJO o meu bebê chorar de dor o tempo todo.

Por conta própria, no dia que Bernardo completou 3 meses de idade, cortei o leite de vaca da minha alimentação. O que aconteceu? Ele melhorou 60%!!! :O

Pediatra, eu to ficando louca??? Ah não, pode ser que ele realmente tenha alguma coisa… ¬¬

Gente, comecei a pesquisar TUDO sobre alergia alimentar. Levei minhas pesquisas e “provas” ao pediatra que finalmente acordou para a vida e começamos a “tratar” da alergia do Bernardo. O principal tratamento é EXCLUIR da dieta do bebê todo e qualquer traço do alérgeno em questão. Como ele apenas mamava no peito, eu (a mamãe que Papai do céu escolheu para ele) tive que mudar toda a minha alimentação.

Tirei o leite e o bebê ainda sofre… Veio o desespero e os “conselhos” de amigos e parentes. “tira do peito”, “dá fórmula infantil”, “chá disso”, “chá daquilo” “mingau de sei lá o que”, era tanta asneira que aí sim eu enlouquecia!!

Conversei com o pediatra (que agora acordou e resolveu tratar da alergia!!! \o/ ) e descobri que possivelmente o Bernardo era alérgico a outros alimentos. Mais uma corrida maluca atras de doença que não existe! “O que é isso gente, alergia à comida é maluquice. Dá chá que melhora!” :@

Ignorando todo e qualquer comentário inútil que eu poderia escutar, fui atrás de informação. Vi que hoje em dia está cada vez mais comum a alergia múltipla em crianças menores de 1 ano. Depois de testar os alimentos, cada semana fazia o teste com um, chegamos a triste conclusão da alergia múltipla. Infelizmente graças a péssima alimentação que temos nos dias de hoje, cheia de hormônio, corantes, conservantes e muitos outros aditivos. :/

As crianças acham que suco e leite vem da caixinha e não da fruta de uma árvore e da “teta” de uma vaca. Lamentável…

Tomate, alface e tantos outros que sendo do mercado são alimentos ricos em agrotóxico. Cadê a saúde no prato das famílias? São refeições feitas à partir de uma lasanha de microondas, tudo cheio de sódio, corantes, conservantes e muitos outros “antes”.

Sabe quando você escuta alguém dizendo: “cresci comendo miojo e não morri!”. Pois é, devia ter morrido então!! kkkk  Brincadeiras à parte… a péssima alimentação de toda uma geração, hoje trás consequências para a vida de nossas crianças! Cresci comendo algumas besteiras dessa geração dos anos 90 (algumas, porque minha mãe não deixava!) Geralmente era na casa da vovó, na escola, escondido… eu ficava com raiva, mas hoje eu só digo uma coisa: OBRIGADA MÃE!!!!

Cortamos esses alimentos que faz mal ao Bernardo e ele melhorou de uma forma inacreditável!!! Meu bebê voltou a dormir a noite toda, brinca, sorri, recuperou o peso e hoje até brinco que ele é meu ‘leitãozinho” (gordinho e rosado), meu bebê está vendendo saúde! ❤

“Antes, eu ficava muito ansiosa em relação à cura. “Vai ter cura com um ano”, muitas crianças param de reagir com um ano. Hoje, eu procuro qualidade de vida para ela.”

Jaqueline Cristina Palma.

Corro atrás, testo daqui, invento dali, faço tudo para tentar dar uma alimentação boa e saudável para minha família. Introduzi a alimentação e ele adorou! Mais uma ferramenta para a recuperação do meu bebê, além do leite materno!

Mãezinhas, amamentem seu filhos, sei de toda a dificuldade de amamentar com tanta restrição alimentar! A fórmula infantil vai passar todas as vitaminas e nutrientes que seu filho precisa, mas as células que garantem o fortalecimento da imunidade do seu filho, isso só o aleitamento materno pode dar! Quanto mais seu filho puder mamar, mais rápido ele vai se curar! ❤

Não dê ouvidos aos comentários e “conselhos” das pessoas. Quantas vezes já ouvi “tem que tirar do peito”, “você está seca e tem que se cuidar”, “é melhor dar fórmula e você comer de tudo”… ser mãe é doação, se eu não posso fazer um sacrifício pelo meu filho, quem vai fazer? Seja firme e busque a alimentação correta.

Mas e a alimentação? Esse é o maior desafio… cortar os alimentos é fácil, mas como substituí-los? Minha maior dificuldade hoje é a alimentação.

Gente a coisa é tão feia que quase nada no supermercado é confiável, tem leite até no salaminho e atum em lata! :O       O jeito é fazer tudo em casa e ter a certeza do que estamos comendo.

Como Bernardo reage a traços (outra loucura que ninguém entende é que proteína do leite do não morre, o glúten fica no ar por até 48h e por aí vai…) tivemos que trocar todos os utensílios daqui de casa, tudo que era de madeira, plástico, acrílico e teflon foram trocados.

A proteína do leite não morre, nem mesmo escaldando ou esterilizando, não adianta lavar porque ela fica ali! Vidro e inox conseguimos reaproveitar depois de muitas vezes lavadas com palha de aço, trocando a cada lavada. Banimos de vez esses alimentos da minha casa e toda a família teve que se adaptar para o bem do Bernardo.

Outra maluquice, não posso nem beber água na casa de ninguém que ele reage. Agora to na fase gostosa de ouvir: “isso é frescura”, “não acredito nisso”, “cuidado para não ficar procurando doença poque vai acabar achando”, “nunca fiz nada disso com meu filho e ele está super bem”, “eu não aceito isso e acho que é exagero”, “frescura! Criança precisa de anticorpos”, dentre outras coisas bonitas nesse mesmo estilo!

Passado todo o furacão da descoberta e troca dos utensílios veio a grande batalha, reaprender a cozinhar!!!

O projeto Quintal de mãe virou um aliado nessa batalha. Não sou a única a amentar filho alérgico, sem falar nas crianças que não podem ter o prazer de ir em uma festinha sem seu “kit festa” em baixo do braço.

Mudei um pouco o foco do projeto e hoje compartilho receitas para dietas restritivas. Não sou chef de cozinha, sou designer e mãe de dois! Um alérgico e outra que faz dieta mesmo sem precisar e nunca reclama do que tá comendo! Vivo à procura de novas informações, receitas e tudo que possa proporcionar uma vida saudável a minha família.

Espero que esse relato possa ajudar vocês e encorajar as mães que passam por essa luta!

Beijos e contem comigo!

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8 comentários sobre “O desafio de cuidar de um alérgico

  1. Juliana Palagar, Fiquei hiper feliz com suas receitas e virei sua fã rsrs. Tb sou de Vila Velha/ES emeu filho de 2 anos é alérgico a leite, ovo, soja. E demoramos a descobrir que ele era alérgico. Tinha os mesmos sintomas que seu filho,e a antiga pediatra falava que era neura minha achar que tudo no meu filho era doença.
    Agradeço por você compartilhar suas experiências, e com a ajuda de suas receitas vou conseguir fazer uma festinha de aniversário com as delícias que ele pode comer.
    abraço.

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  2. Juliana boa tarde! E como está seu filho? já se curou das alergias? Por aqui ainda estou tentando identificar os viloes; e como tem sido dificil.

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    1. Oi Janaina! Meu filho ainda é alérgico e agora num toral de 8 alergias. 😦
      Mas graças a Deus aprendemos a lidar com tudo e hoje ele tem uma vida bem saudável!! \o/
      A pior parte de tudo é identificar os vilões, sei bem o que está passando. Se precisar de ajuda, estou aqui!!! Sou de Vila Velha – ES, se você for daqui a ajuda vai ser ainda mais fácil!! 😀

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      1. Juliana boa tarde, sou de Belo Horizonte MG. Seria ótimo se pudesse me dar algumas dicas, ficarei imensamente agradecida.

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  3. Oi, Juliana. Encontrei seu blog por acaso. Me identifiquei bastante com sua história, mas a sua situação é bem mais complicada que a minha.
    Tenho uma bebê de 9 meses, a Júlia, ela é APLV e mama no peito. Reage a traços na minha alimentação e, por isso, também tenho uma dieta bem restritiva e só como coisas que faço em casa.
    Parabéns pela sua iniciativa de criar este blog e compartilhar um pouco da sua luta.
    Um abraço.
    Keylla

    Curtido por 1 pessoa

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